sexta-feira, 9 de março de 2012

O Fruto mais precioso do paciente Lavrador


“Sede, pois, irmãos, pacientes, até a vinda do Senhor. Eis que o
lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra” (Tg 5.7).

Na verdade, espiritualmente falando, somos todos lavradores. A Bíblia usa
freqüentemente exemplos tirados da agricultura.
Todos nós trabalhamos no campo
que nos foi designado, o local onde Deus nos colocou. Nós “semeamos” e
“colhemos”, “plantamos” e “regamos”, “arrancamos as ervas daninhas” e “cuidamos
das plantas”, seja no casamento, na família, na educação dos filhos ou no trato
com nossos semelhantes. E vivemos na esperança de uma boa colheita no fim da
nossa vida.
Tiago usou a figura da agricultura em sua carta: “Sede, pois, irmãos,
pacientes, até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o
precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós
também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está
próxima. Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis
que o juiz está às portas. Irmãos, tomai por modelo no sofrimento e na paciência
os profetas, os quais falaram em nome do Senhor. Eis que temos por felizes os
que perseveraram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o
Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo” (Tg
5.7-11).

Essa parábola apresentada por Tiago transmite três verdades profundas para a
Igreja:
1. A iminência da volta de Jesus.
2. A postura interior dirigida para a Sua volta.
3. O efeito prático em vista da Sua volta.

1. A iminência da volta de Jesus

Com certeza é significativo que esse texto relativamente curto fale três
vezes a respeito da iminente volta do Senhor:
Tiago 5.7: “Sede, pois, irmãos, pacientes, até a vinda do Senhor”.
Tiago 5.8: “Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a
vinda do Senhor está próxima”.

Tiago 5.9: “Eis que o juiz está às portas”.

Na verdade, espiritualmente falando, somos todos lavradores. A Bíblia usa
freqüentemente exemplos tirados da agricultura. Todos nós trabalhamos no
campo que nos foi designado, o local onde Deus nos colocou.
O apóstolo e meio-irmão de Jesus insta seus leitores a esperarem pela volta
do Senhor, e não por alguns sinais que a precederiam. O próximo grande sinal que
a Igreja deve esperar é a volta do Senhor para buscar a Sua Igreja. Precisamos
compreender com clareza que o Arrebatamento pode acontecer a qualquer momento,
de forma repentina e totalmente surpreendente. Se há 2.000 anos o Espírito Santo
já inspirou Tiago a contar com a volta do Senhor ainda durante sua própria vida,
esse fato sublinha a iminência do Arrebatamento como o evento que devemos
esperar para qualquer momento. Analisemos em seqüência os trechos dos versículos
7, 8 e 9, que se referem à volta iminente:
“Sede pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor” (v.7, Almeida
Corrigida Fiel – ACF).

Qual é a atitude de expectativa correta?

Esperar por um evento anunciado significa que fixo meus pensamentos nesse
evento, que espero por esse e apenas por esse evento. Fica claro que a
Igreja não está esperando pelos sinais da volta de Jesus em glória, nem pela
Tribulação, nem pelo Anticristo ou pela ira do Senhor que se derramará nos
juízos – mas pelo Senhor arrebatando Sua Igreja.
Meu sobrinho estudou gastronomia. Quando ele tinha terminado a prova final,
foi-lhe dito que esperasse para breve os resultados dessa prova. As notas seriam
enviadas pelo correio. Cada vez que eu o encontrava, conversávamos sobre os
resultados que estavam sendo aguardados. Tanto ele quanto os que lhe eram
próximos ficaram esperando com grande expectativa pelo boletim. A mãe dele
contou-me que todos os dias ele ia logo cedo até a caixa do correio, na
esperança de encontrar a carta prometida. Não passou pela cabeça de ninguém
esperar pelo envio de um aviso anterior a ela. É claro que era possível que
alguma outra correspondência viesse antes pelo correio, mas isso não era
necessário. Também teria sido possível que o boletim demorasse alguns dias a
mais, mas não era preciso que fosse assim. Ele não esperava nada além do
resultado da prova! Da mesma forma, gerações antes de nós já aguardavam pelo
Senhor, e não por alguns sinais em seu próprio tempo de vida, e Jesus realmente
poderia ter voltado.
“...porque já a vinda do Senhor está próxima” (v.8, ACF).

O que significa “está próxima”?


O que o lavrador faz em seu trabalho? Ele espera pacientemente pelo fruto
precioso e não se deixa desanimar. Ele trabalha esperando esse fruto, ele
vive para esse fruto, ele investe nesse fruto.
A expressão “está próxima” dá a entender que um acontecimento está por se
realizar. Se o Arrebatamento não poderia ter ocorrido já na época de Tiago, se
ainda fosse necessário que se cumprissem outros sinais, o Espírito Santo não
teria inspirado as palavras de Tiago dessa forma. A escolha das palavras mostra
que o Espírito Santo está se referindo ao Arrebatamento. É verdade que a volta
visível de Jesus em glória será precedida por determinados sinais, mas Tiago não
fala sobre eles. Ele se dirige a “irmãos” (v.7), isto é, à Igreja, e fala da
volta do Senhor para a Igreja, a saber, do Arrebatamento.
“Eis que o juiz está à porta” (v.9, ACF).

O que significa dizer que Jesus está à porta como Juiz?

Quando um visitante anunciado já está diante da nossa porta, não há mais nada
que possa anteceder essa visita. O que esperar além de que ele entre a qualquer
momento? Quem ou o quê ainda teria espaço entre ele e a porta? Depois do
Pentecostes e da edificação da Igreja, o Arrebatamento (e o tribunal do galardão
logo depois dele) será o próximo evento no Plano de Salvação. Por isso, com a
volta de Jesus também o Juiz está diante da porta.
Em 2 Coríntios 5 encontramos um paralelo claro e uma explicação para isso.
Primeiro, Paulo fala do Arrebatamento e o exemplifica pelo ser revestido:
“Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por
querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela
vida. Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o
penhor do Espírito... Porque importa que todos nós compareçamos perante o
tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver
feito por meio do corpo” (v.4-5,10).
Paulo fala de quatro coisas essenciais:

1. “Não... ser despidos” = significa não ter de morrer;
2. “Mas revestidos...” = transformação no Arrebatamento. O que é
mortal será “absorvido pela vida”.
3. Para isso recebemos o Espírito Santo como penhor (sinal, garantia). Ele
levará a Igreja ao céu no Arrebatamento – o Pentecostes invertido (2 Ts 2.6-7).

4. Logo depois do Arrebatamento virá a revelação diante do trono do
julgamento do galardão de Cristo.
Você está esperando por Jesus? Você O espera para qualquer momento? Você
ainda O espera hoje? Uma das maiores negligências da Igreja de Jesus é que essa
atitude de expectativa foi abandonada. Conseqüentemente, diminuiu também a
importância dada às verdades bíblicas e à santificação. Ouvi a respeito de um
homem que vivia numa expectativa tão grande a respeito da volta de Cristo que
sempre acabava comendo a sobremesa antes da refeição. Agir assim pode ser um
exagero, mas por que não exagerar, se isso serve de motivação?

2. A postura interior dirigida para Sua volta

O exemplo que acabamos de mencionar é uma imagem crassa, mas muito bonita da
atitude interior que deveríamos assumir em relação à volta do Senhor. Devemos
amar a Sua vinda. O amor, porém, não suporta nenhuma interferência. Há algum
tempo, uma de minhas filhas disse durante um jantar em nossa casa: “Já faz
quatorze horas que não vejo meu marido, tomara que ele chegue logo!” A volta de
Jesus, junto com o conseqüente Arrebatamento da Igreja, será o maior
acontecimento histórico e político do futuro. Ele vai superar qualquer evento
natural, qualquer descoberta científica, simplesmente tudo! Por isso, a Igreja
deveria fazer de tudo para expressar a sua esperança pela volta de Jesus. É
justamente o que Deus aponta por meio de Tiago. Devemos ter uma atitude interior
de prontidão e expectativa. Devemos ser pacientes e fortalecer os nossos
corações: “Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o
lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as
primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso
coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg 5.7-8).
A ênfase dessa
parábola está na expressão de paciência e no fortalecimento do coração na
esperança pela volta de Jesus.
O que o lavrador faz em seu trabalho? Ele espera pacientemente pelo fruto
precioso e não se deixa desanimar. Ele trabalha esperando esse fruto, ele vive
para esse fruto, ele investe nesse fruto. Ele sabe do trabalho duro, que virão
mau tempo, ervas daninhas, secas e estiagens, e ainda assim espera somente pelo
fruto. Essa imagem é usada em vista da nossa atitude de expectativa pela volta
de Jesus. Devemos superar todas as dificuldades, todas as provações – “mau
tempo”, “ervas daninhas” – até mesmo a perseguição, tendo em vista a volta do
Senhor. Precisamos olhar por cima de todas as coisas e ver somente Jesus e Sua
volta. Paciência significa que o Senhor não tem de voltar hoje, mas que
Ele pode e, com certeza, vai voltar a qualquer momento! A espera
pela volta de Jesus é um “fruto precioso” (valioso). Não há nada de exagerado ou
fanático nisso, pois se trata de algo precioso.
Paciência (persistência) gera firmeza e estabilidade interiores: “Sede vós
também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está
próxima” (v.8).
O que é uma boa base para a estabilidade interior, para
superar e persistir, para fortalecer e consolar? A certeza da volta de Jesus. No
trecho sobre o Arrebatamento em 1 Tessalonicenses 4, a Bíblia afirma algo
parecido com o que Tiago diz: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas
palavras” (v.18).

3. O efeito prático em vista da Sua volta

Qualquer postura interior também tem um efeito prático. O americano Mark
Hitchcock já escreveu 15 livros, todos dedicados ao tema da profecia bíblica.
Sobre o Arrebatamento ele escreve: “Esse ensino é tão poderoso que nunca mais
pude me desligar dele. Penso nele quase todos os dias. Ele impactou maciçamente
a minha vida... e me influencia ainda hoje”.[1]
Quais são os efeitos práticos?

Abandonar a ira


A ira divide, distrai-nos do que é essencial e torna-nos incapazes de
fazer aquilo que realmente dá frutos.
“Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis
que o juiz está às portas” (Tg 5.9).
A Almeida Corrigida Fiel diz:
“Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados.
Eis que o juiz está à porta”.

Essa afirmação é interessante em vista da volta de Jesus, não é mesmo? Não
são mencionados os pecados “graves”, como mentira, ocultismo, luxúria,
imoralidade ou roubo. Tiago enfatiza que não devemos dar lugar à insatisfação
irada a respeito de nossos irmãos na fé. Não devemos nos queixar, nem mesmo
suspirar por causa deles. Por que justamente esse alerta? Porque a ira custa
muita energia, ela absorve e consome totalmente. Ela divide, distrai-nos do que
é essencial e torna-nos incapazes de fazer aquilo que realmente dá frutos.
“Quem somente observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca
segará” (Ec 11.4).

É interessante que o texto não apresenta nenhum motivo para os lamentos, pois
os murmúrios negativos são, por si só, errados. Quando nos irritamos com alguém
que espiritualmente é nosso irmão ou irmã, a discussão sobre quem tem razão
perde qualquer valor. A ira é, por princípio, errada e carnal. Paulo escreve:
“E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da
redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e
blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros
benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em
Cristo, vos perdoou” (Ef 4.30-32).

John Wesley disse certa vez: “Muitas vezes me arrependi de ter julgado com
muita dureza, mas raramente de ter sido misericordioso demais”. É bem possível
nos irritarmos muito com outra pessoa, resmungar sobre ela, fazer insinuações a
respeito da insatisfação ou até mesmo provocar uma forte discussão. Mas muitas
vezes é a própria insatisfação, a falta da influência do Espírito Santo em nossa
própria vida que se revela em críticas e implicâncias. Nesse texto a Bíblia não
fala a respeito de quem tem razão ou não, apenas diz: “...não vos queixeis
uns dos outros, para não serdes julgados”.
Irmãos que se acusam mutuamente
estão igualmente sob o julgamento de Deus.*
“...o juiz está às portas!”. O Juiz que está diante da porta terá a
última palavra. Ele determinará a sentença. Em vez de nos consumirmos uns aos
outros, deveríamos usar nossas forças para trabalhar nos campos no Senhor, na
expectativa da Sua volta. Também devemos levar em conta que cada um tem seu
próprio campo, onde foi colocado e pelo qual é responsável. Não devemos invadir
o campo alheio com intenções negativas, mas cuidar para que o nosso próprio
campo seja devidamente lavrado.

Suportar sofrimento

“Irmãos, tomai por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os
quais falaram em nome do Senhor. Eis que temos por felizes os que perseveraram
firmes” (Tg 5.10-11).

Hoje elogiamos profetas sofredores, como Isaías, Jeremias ou Daniel.
Chamamo-los de bem-aventurados.
• De acordo com a tradição, Isaías foi serrado ao meio por ordem de Manassés.

• Jeremias provavelmente foi apedrejado por seus conterrâneos.
• Daniel foi jogado em uma cova de leões, mas Deus o guardou.
Nestes tempos duros e desagradáveis é preciso persistir. Trata-se de não
desistir, mas de continuar, continuar a crer, a orar e a confiar. Trata-se de
cumprir a incumbência recebida a despeito das dificuldades. Você está a ponto de
desistir, de resignar e de largar tudo? Por meio desse trecho da carta de Tiago
Deus quer encorajar a você e a mim a não fazer isso.

Olhar para o fim

“Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu;
porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo” (Tg 5.11).


A sua e a minha vida têm um alvo. É esse alvo que importa. Não vamos nos
deixar obscurecer por impaciência, murmúrios ou fugas.
Sabemos que Jó tinha suas fraquezas, falhas e queixas. Mas ele permaneceu
firme na fé. Perdas familiares e materiais, torturas de todo tipo, ataques de
Satanás, doença, críticas, isolamento, tudo isso pesou muito sobre Jó. Mas
também vemos o fim que o Senhor tinha preparado para ele. Somente o fim conta,
somente o alvo. A palavra grega usada aqui para fim é “telos”, que significa
alvo. No fim Jó ganhou mais do que tinha perdido. Sua história foi eternizada na
Bíblia e serve de bênção para milhões de pessoas em todos os continentes. A sua
e a minha vida têm um alvo. É esse alvo que importa. Não vamos nos deixar
obscurecer por impaciência, murmúrios ou fugas.
O sofrimento de Jó também nos mostra não um Deus cruel, mas Sua compaixão e
misericórdia. Deus não abandonou a Jó. Ele transformou tudo em bem e demonstrou
Sua compaixão e misericórdia. Quando chegarmos ao objetivo das nossas vidas
também reconheceremos que foi a compaixão de Deus que nos levou até lá. Por
isso, vamos persistir até que Ele volte! Então só nos restará admiração!

Nota:

  1. “Könnte die Entrückung heute stattfinden?”, CMD, p. 8.
* Naturalmente, essas referências são ao relacionamento pessoal. Isso não
quer dizer que não devemos julgar e reprovar os que promovem falsas doutrinas e
enganos.
Fonte: http://www.chamada.com.br/mensagens/fruto.html

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